domingo, 23 de março de 2014

O Zero e Deus

O Zero e Deus

Comecemos do início, pelo número Um, certo? Errado! Começaremos a partir do Nada, falando sobre a mística do Zero, a figura do Supremo Ser Preexistente (que existe fora de nossa Existência e dela fora a Fonte). Os Cabalistas chamam-no de Eterno, Existência Negativa ou, simplesmente, Ain (o Nada).
Vamos acompanhar?
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Desde a Antigüidade, ouvimos que o símbolo gráfico que exprime o infinito é dado pelo círculo, numericamente representado pelo algarismo 0 (zero). Mas, as religiões monoteístas nos dizem que Deus é Um. Logo, deduzo que elas se referem à Primeira Manifestação de Deus na Criação, mas não a Deus Eterno e Incriado.
A razão pela qual os antigos filósofos creditaram ao Zero o simbolismo da eternidade é muito simples: graficamente, o zero não tem extremidades. Ele não tem começo ou fim aparentes, e ele começa onde termina, seja lá qual for o ponto que se adote como referencial, diversamente do Um.

Se fôssemos representar o infinito num plano, o Zero seria ineficaz, pois ele separaria o que está dentro do que está de fora. Não pode haver limites àquilo que, teoricamente, é ilimitado. Lembremos, porém, que um símbolo não busca denotar dimensões, e sim conceitos, arquétipos, idéias abstratas. Logo, como símbolo, ele se enquadra perfeitamente ao conceito de Eternidade no Misticismo.
Mas, quais as outras razões de creditar ao Zero o título de número da Eternidade, e não ao Um?
Os conceitos de Unicidade, Imutabilidade, Indivisibilidade e Imanência, características de Deus, são equivocadamente atribuídos ao Um. Deus não somente é indivisível em seu Todo, mas também apresenta a ausência de opostos em si mesmo.
Pela matemática, podemos visualizar melhor isso tudo. O Um é indivisível, mas possui opostos (+1, -1). O Zero é absolutamente neutro.
O Um, elevado a qualquer potência, resulta nele mesmo; porém, se multiplicado por qualquer dígito, transforma-se em seu fator. O Zero, elevado a qualquer número, resulta, também, nele mesmo, e multiplicado por qualquer número, permanece igual em sua natureza neutra. E daí, com todas as outras operações.
A única ocasião em que o Zero sofre uma mudança (e isso, acho eu, foi o início de tudo) é quando o Zero é elevado a Zero, o que resulta em Um. Uma eternidade que é elevada (sofre o impulso ou desejo) de ser eterna, fora dela mesma, propicia um ciclo de geração de eternidades (como a descida e subida dos anjos, a espiral evolutiva, etc.), já que eternidade perene e imutável só pode haver uma. É o início da seqüência numérica, sem a participação do Um, tido como a unidade numérica fundamental e primeira. É a geração do Primeiro Ser visível (Um) a partir do Invisível (Zero). Segundo a Qabbalah, isso é Nequdah Rashunah (Primeiro Ponto), sendo esse o símbolo do número Um. Daí, tudo começou do Nada, e do Nada tudo foi feito.
Deus é o Zero no centro do plano cartesiano e do círculo. Parece que ouço Paulo Mendes Campos, sussurrando enquanto pigarreia:
Todos os pontos do Círculo são equidistantes de Deus.
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Exus e os Reptilianos



Sim, é isso que estão a pensar: neste post, traço uma ligação entre os espíritos, conhecidos na Umbanda como Exus, e os seres ditos extraterrestres chamados de Anunnaki, de uma raça mencionada no meio ufológico moderno como Reptilianos. Já me tacharam de maluco em um fórum no Orkut, não dando muito crédito à ideia, mas creio que, com a minha vivência por anos na Umbanda, posso usar de elementos analógicos suficientes para estabelecer um paralelo entre os tais Exus e a casta Reptiliana. Embora incômoda ou exótica, como queiram, tal paralelo realmente me parece razoável, ao menos do ponto-de-vista de que me utilizo.
Antes de mais nada, quero dizer que, apesar de convertido ao Catolicismo, meu escopo de pesquisa não se limita aos temas cristãos, mas abrange também outros tópicos controversos que julgo merecedores de investigação. Se, por um lado, minha passagem por religiões de falsos deuses (ou deuses usurpadores) me fez afastar-me das virtudes preferíveis do ideal cristão, colocando em risco a salvação de minha própria alma, propiciou um conhecimento apropriado desses outros fenômenos religiosos tradicionais.
Portanto, me desculpem os prosélitos católicos se não perfaço o protótipo desejável de fiel evangelizador. Antes seja eu autenticamente imperfeito e que possa aprender com o Espírito Santo a caminhar do que uma alma moldada perfeitamente em forma aceita pelo Mundo!
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Para que o leitor leigo ou não familiarizado com os dois termos (Exus e Reptilianos) possa acompanhar a linha rápida de raciocínio, sugiro que dê uma olhada nas definições correlatas.  

Exus

Segundo a Umbanda, há duas significações para o termo Exu. A primeira, vinda do Candomblé, diz que Exu é um orixá (deus que representa uma força da Natureza criada), responsável pela comunicação entre os homens e os deuses; e  a segunda, segundo a tradição da Umbanda, que diz que Exu é um espírito de alguém que já viveu na Terra (encarnado) que incorpora (possui) corpos demédiuns para trabalhos pretensamente de caridade e de guarda do culto no terreiro (casa, barracão, tenda, etc.).
Nessa segunda linha de significado, os próprios umbandistas são os primeiros a declararem que Exus, em sua imensa maioria, foram pessoas que fizeram muito mal em suas vidas (tendo sido assassinos, magos negros, reis e rainhas perversos, ladrões, enganadores, prostitutas, religiosos apóstatas, etc.) e que agora resgatam suas “dívidas” através de “trabalhos” em prol do próximo. Segundo eles, os Exus não são responsabilizados pelo mal que praticam, podendo praticar o bem ou o mal segundo sua livre vontade ou a pedido de seres humanos (ou de outros espíritos). Não vou entrar aqui com o que ensina a Santa Igreja acerca dosAnjos Caídos, com o que relaciono hoje os Exus. Detalhe: não por mero sincretismo, mas por deduções lógicas.

Reptilianos

Reptilianos seriam seres que depreende-se, através de relatos de civilizações antigas, principalmente a suméria (da Mesopotâmia, atual Iraque), terem vindo de um planeta chamado Nibiru, cujos indivíduos consideravam como os deusesdos quais aprenderam tudo que sabiam e que teriam, eles mesmos, criado a humanidade a partir de manipulações genéticas do hominídeo terrestre com elementos alienígenas de sua estirpe há mais ou menos 450 mil anos atrás, por obra do alienígena Enki(considerado deus, naturalmente). Estaria aí o tal elo perdido da evolução, pelo qual ainda desconhece-se a causa do aumento repentino da inteligência do hominídeo. Anunnaki, que em língua suméria significa “aqueles que do Céu desceram à Terra”, era o nome que lhes davam. São chamados de Reptilianos pela terminologia ufológica moderna pela descrição anatômica que os sumérios lhes davam como sendo semelhantes aos répteis que conhecemos, sendo, em algumas descrições, mesmo idênticos a estes (ou vice-versa). Clique aquipara ler o Livro Perdido de Enki, achado no séc. XX  num sítio arqueológico na reagião do atual Iraque, confeccionado em tabuleta de argila cozida e redigido em escrita cuneiforme, em língua suméria
Talvez, não seja à toa que, corroborando a ideia de que a casta humana atual tenha sido criada a partir de genes extraterrestres, é que a Ciência moderna nomeou uma parte do cérebro do ser humano atual como cérebro reptiliano. Há inúmeras correlações que se podem fazer entre as mitologias suméria e as posteriores, simultaneamente. Não vou me demorar nisso, já que cada um pode fazer suas investigações, pesquisando pelos deuses e panteões antigos. Mas, se formos levar em conta as relações entre as diversas imagens arqueológicas encontradas na Mesopotâmia e os símbolos de deuses de outras nações, ficaremos intrigados com as correspondências. Por exemplo: podemos correlacionar a imagem do caduceu de Hermes, o cetro de Enki e o símbolo da Contabilidade. Detalhe: os sumérios, que adoravam Enki, foram os primeiros a criar sistemas contábeis, de hipoteca e de juros bancários há mais de 6.000 anos atrás. Como pastores analfabetos das montanhas do Irã aprenderiam matemática se nem tradição escrita prévia eles tinham?
(Passe o mouse sobre as imagens para ler suas descrições)

Síntese

Não pretendo tratar aqui das sincronicidades entre as diversas culturas humanas pelo mundo afora (pirâmides, panteões, conhecimentos, profecias, cosmogonias, etc.), o que deve ficar para um próximo post, neste blogQuero me concentrar aqui nas semelhanças aparentes e intrínsecas (culto, nomes, tradições, hábitos, mitologia, etc.) entre os Exus e o que se fala dos Reptilianos. Citei essas mesmas coincidências estranhas, entre seres aparentemente distantes culturalmente, numa comunidade do Orkut que eu frequentava. Vou levar em consideração o que conta-se (ou o que eu tenha vivenciado pessoalmente) acerca das ditas entidades e/ou seres.

Vamos aos itens da síntese:

–>> A representação simbólico-astrológica de Exu na Umbanda é evocada no planeta Mercúrio. Obviamente, não é a energia ou realidade física do planeta Mercúrio que distingue-se em Exu, mas sua simbologia reconhecível num contexto cultura original, bem como suas atribuições de origem. Coincidentemente, numa linha coerente, como já vimos acima, o símbolo atribuído a Enki (tendo, talvez, nele sua origem), criador da Humanidade segundo os sumérios, era o protótipo do Caduceu de Hermes (Mercúrio, para os romanos).
–>> Segundo o sistema da Árvore da Vida, na Kabbalah judaica, que creio preceder em muito os próprios judeus (cujo patriarca, Abraão, havia nascido em Ur, cidade da antiga Suméria), está dito que na esfera Hod (que seria simbolizada por Mercúrio) os anjos teriam o nome de B’nei Elohim (Filhos dos Deuses). Ora, está dito em Gênesis 6, 4: “Naquele tempo viviam gigantes [nephilim, 'aqueles que caíram'] na terra, como também daí por diante, quando os filhos dos Deuses [B'nei Elohim] se uniam às filhas dos homens e elas geravam filhos. Estes são os heróis, tão afamados nos tempos antigos.” Vê-se, então, que temos aí, entre tantos, um exemplo que corrobora a teoria de que os Anunnaki alienígenas imiscuíam-se às fêmeas dos hominídeos primitivos para gerar uma raça com inteligência a partir dos nativos, porém inferior e com restrições para prevenir rebeliões. Virtualmente, sem muito esforço, vemos aí um link direto entre Exus, relatos bíblicos e a precedência dos Anunnaki descritos pelos antigos sumérios.
–>> Fato: todos sabem que Exus são entidades espirituais que são descritos aparentando, ora altos (segundo relatos por meio de transes, tendo entre 2 e 4 metros de altura), ora muito baixos. Isso coincide com a configuração das castas draconianas (as reais detentoras do poder em Nibiru, que são tidas como muito altas e fortes) e os caricatos grays (os “cinzas”), de baixa estatura, com olhos e crânios muito grandes, em contraste com tronco, pernas, braços e dedos pequenos e finos. Sabe-se, também, que há manifestações de Exus muito baixos, como que anões. O que pouca gente sabe é que tais alienígenas também podem se manifestar de forma telepática, por imagens, pensamentos e possessão de corpos humanos à distância. A maioria das abduções e visões foram relatadas como tendo acontecido em quartos e salas aparentemente vazios.
–>> Alguns hábitos e características psicológicas aproximam bastante os Exus dos Reptilianos. Em ambos os casos, os seres manifestam predileção por sangue humano ou de animais, seja por sacrifícios (os orós) ou vampirismo (sucção de força vital, presente no sangue, ao ponto da supressão do livre-arbítrio via fascinação). Tais seres também são extremamente inteligentes e perspicazes, tendo conhecimento pleno das Leis Físicas e Metafísicas (eixo causa-efeito, em nível mais amplo), baseando-se nesses para formular suas falsas predições. Estão sempre envoltos em disputas políticas, a partir dos bastidores, conspirações, tendo em vista apenas um fim: a escravização dos seres humanos, por cuja ingenuidade, vícios, imoralidade, volubilidade, superstição e mediocridades, nutrem especial desprezo, ainda que nutram estas características como instrumentos de dominação. O perdão, como atitude, é tida como fraqueza tanto por Exus como por Reptilianos. A Razão filosófica, o gênio calculista e a tese de que “os fins justificam os meios” são tidas em alta conta. Baseiam seu comportamento, a princípio, num tripé: Guerra-Sangue-Poder, que poderíamos expressar também por Vingança-Sexo-Domínio, justamente o que parece predominar no mundo de hoje, desde aquele tempo em que osanjos imiscuíram-se às filhas dos homens.
–>> Estranhamente, as mitologias do mundo inteiro tendem a situar a criação do homem no momento em que algum deus o criou do barro e o incutiu com a alma vivente. Na mitologia africana em que figura Exu, não é diferente. A questão permanece: como seres humanos, de locais tão distantes, inclusive mais antigos que os próprios judeus (dos quais recebemos o relato da Criação aceito por cristãos), poderiam relatar a mesma coisa? Será que cairíamos no reducionismo de atribuir isso ao Inconsciente Coletivo, inerente a cada ser humano? Teria Moisés recebido os relatos da Criação do próprio Deus, sendo que nada disso é afirmado na Bíblia? Se sim, onde estaria dito isso nas Escrituras? Pelo que sei, Moisés recebeu apenas as Leis que deveriam seguir os hebreus, nada mais. Hoje em dia (e isso me assusta), até mesmo o Igreja já busca supor que todas as religiões têm uma fonte comum. Aqui devemos entender, forçosamente, que tais pessoas da Igreja se referem também às religiões politeístas.
–>> Enki é filho de Anu, o deus sumério do Céu, e teria criado o homem pensante a partir de parte dos genes AnunnakiExu é mensageiro dos deuses (orixás), filho de Orixanlá e seria responsável pelas características intrinsecamente humanas, as mais caricatas, tais como: preguiça e disposição, paixão e ódio, apetite por guerras, seja por vingança ou por heroísmo, sexo e desejo, vícios e sua superação. A síntese de Exu-Enki é essa: criar, evoluir o primitivo, desenvolver, vencer, superar, não importando que meios venha a usar. Superar, sobreviver, a vitória e sua fruição. A mentira e a dissimulação são justificáveis quando obejetiva-se a salvação de uma situação, a estabilidade ou a vitória final. A própria verdade é apenas a antítese da mentira enquanto meio de atingir tais objetivos. Joga com os dois, verdade e mentira, sempre em sentido relativo e fugaz. A mentira real é-lhes a ocultação da verdade; a verdade é apenas uma visão da realidade. Logo, a mentira é a supressão de quaisquer visões possíveis da realidade. A mentira proferida, como a conhecemos, para eles é uma visão inventada que solidifica-se como realidade tangível mediante condução controlada, porém com objetivos desviados do rumo inicial.
–>> Veja abaixo o trailler do filme Contatos do Quarto Grau. Ali nos são representadas cenas fortes, reproduzindo os relatos de algumas aparições, obsessões, possesões de corpos humanos e de algumas abduções desses por seres ditos Reptilianos. Veja que assemelham-se muito às possessões demoníacas registradas em exorcismos católicos reconhecidos, em possessões mediúnicas em terreiros de Umbanda e Candomblé, em transes e surtos hipoglicêmicos de pânico relacionadas à mediunidade (mediante assalto psíquico), sugerindo-nos que tais ocorrências não se dão, necessariamente, pela presença física das ditas entidades/seres. Nota-se a relação das figuras de animais, tais como da coruja, da cabra, do bode e do cão, com todos os relatos sobrenaturais envolvendo abduções registradas, possessões demoníacas reconehcidas, mitologia africana, suméria, mística judaica, rituais satanistas antigos e modernos.
A coruja, vista no filme abaixo como manifestação de reptilianos maléficos, por exemplo, também é símbolo das Yamí Oshorongá, as terríveis mães ancestrais na mitologia iorubá que assemelhavam-se muito às Megeras da mitologia grega. Bruxas, estéreis e extremamente maléficas, odiavam as mulheres grávidas e perseguiam-nas, bem como as crianças. Nota-se aqui, o paralelo com a Lilith dos judeus, cujo animal simbólico é a coruja, era conhecida como a Mãe dos Abortos e que perseguia as mães e as crianças recém-nascidas à noite. É claro, podemos também ver na coruja a figura da pomba-gira, um Exu feminino, “rainha da noite”.

–>> Quanto às atividades, em larga escala, em que se envolvem osReptilianos, não escreverei nada neste post, mas no subsequente, no qual falarei das estreitas ligações entre as sociedades secretas modernas (Maçonaria, Rosacruz, Teosofia, Thelema, etc.) e os planos de dominação total da humanidade da parte dos Anunnaki reptilianos. Apesar de parecerem tais tópicos um misto de folclore com paranóia conspiracionista moderna, basta que se adentre aos relatos e matérias sobre mitologia comparada, história das religiões mundiais, principalmente as monoteístas, para que as gargalhadas desconexas enveredem para a perplexidade.

Rosacruz: Guardiães do saber oculto


       A irmandade mística que pode ter suas raízes no Egito antigo e se espalhou pelo mundo pregando a busca do conhecimento e tolerância religiosa e a harmonia entre os homens de bem.


       Poucas sociedades precisaram tanto do segredo para sobreviver como a Rosacruz. Na Idade Média, enquanto a Inquisição jogava na fogueira quem ousasse questionar os dogmas católicos, os integrantes da confraria se reuniam a fim de penetrar nos mistérios religiosos mais profundos. Para isso, recorriam a fontes diversas: gnosticismo (que buscava o conhecimento à margem do que dizia a Igreja), cabala (misticismo judaico), esoterismo islâmico, filosofia, mitologia egípcia, astrologia e alquimia.

       Era com esse repertório tão vasto que os rosacrucianos acreditavam ser possível sair das trevas da ignorância e caminhar rumo à sabedoria. Diziam que o autoconhecimento era a chave para a “paz do indivíduo” e, a partir dela, o bem-estar da humanidade. Até hoje, os grupos que se dizem herdeiros da Rosacruz pregam a tolerância religiosa, a harmonia e a paz. O que ninguém sabe direito é como essa sociedade surgiu.



ROSENKREUZ


       Não faltam teorias para a origem da ordem. Uns dizem que ela foi criada em Alexandria, no Egito, no ano 46, quando o sábio gnóstico Ormus e seus seguidores foram convertidos ao cristianismo. Outros afirmam que a Rosacruz surgiu no século 17, no vácuo da Reforma Protestante. De acordo com a lenda mais popular, no entanto, seu criador foi o monge Christian Rosenkreuz (ou Frater C.R.C.), nascido na Alemanha em 1378. Aos 16 anos, Rosenkreuz viajou ao Oriente Médio e estudou artes ocultas com mestres muçulmanos. Ao voltar para a Alemanha, construiu a Spiritus Sanctum (“Casa do Espírito Santo”), para celebrar seus rituais secretos.

       Rosenkreuz teria morrido em 1484, aos 106 anos, mas sua tumba só foi encontrada 120 anos depois – o que motivou a retomada das atividades da Rosacruz, agora sob a liderança do pastor luterano Johann Andrae. Foi ele quem publicou 3 manifestos que mencionaram a ordem pela primeira vez: Fama Fraternitatis Rosae Crucis (1614), Confessio Fraternitatis (1615) e Núpcias Químicas de Christian Rosenkreuz (1616). Os textos tiveram enorme impacto entre os europeus e não demorou para que os rosacrucianos se espalhassem pelo Velho Mundo.

      Para as fraternidades modernas que se dizem herdeiras da Rosacruz, não importa se Rosenkreuz realmente existiu. O importante é o valor simbólico dessa história. Suas andanças pelo mundo, incorporando elementos de várias tradições, aludem à chamada Religião Universal da Sabedoria. Ser cristão, por exemplo, iria além de seguir a figura bíblica de Jesus: faria parte da busca do conhecimento oculto e esotérico.
Dê uma boa olhada na ilustração das páginas 12 e 13. Você verá que o grau 18 da maçonaria é o Cavaleiro Rosacruz. Não se trata de mera coincidência: nos séculos 17 e 18, maçons e rosacrucianos trocaram muitas figurinhas. Eles buscavam uma sociedade tolerante, livre de dogmas e que pudesse se aperfeiçoar à medida que os homens ficassem mais sábios. A estrutura das duas fraternidades também era similar. Mas havia diferenças importantes: a Ordem Rosacruz enveredava pelo cristianismo e por caminhos místicos, enquanto a maçonaria se guiava pelo pensamento racional.

      “No século 18, a Rosacruz fazia rituais de admissão usando diversos símbolos. Um deles era um globo de vidro num pedestal que tinha 7 degraus e era dividido em duas partes, representando a luz e a escuridão”, diz Sylvia Browne, autora do livro Sociedades Secretas. “E também usavam 9 copos, simbolizando qualidades masculinas e femininas.”

       Segundo a pesquisadora, a Rosacruz contava com o Colégio dos Invisíveis, espécie de fonte de informação por trás do movimento. Seus integrantes acreditavam que o significado do Universo estava explicado no símbolo da ordem. “Como a flor que brota no meio da cruz, os seres humanos deveriam desenvolver a capacidade de amar de forma irrestrita, compreender as leis que regem o mundo e agir por meio da intuição e da inteligência amorosa do coração.”



HERDEIROS



       Hoje, diversas sociedades se declaram descendentes da confraria inicial. Entre elas, a Fraternidade Rosacruz de Max Heindel, a Fraternitas Rosacruciana Antiqua e a Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz (Amorc). A julgar pelo que cada uma diz em seu site na internet, todas procuram despertar o potencial interior do ser humano pela busca da verdade.

       A Amorc do Brasil, localizada em Curitiba, garante que seu método de orientação para o autoconhecimento “está à disposição de toda pessoa sincera e de mente aberta”. Já a Fraternitas Rosacruciana, com sede no Rio, afirma que sua finalidade é “buscar a felicidade sem distinção de castas, cor, sexo, nacionalidade ou condição social”.

Passado nebuloso



A história da Rosacruz segundo a lenda mais popular

1394
Rosenkreuz vai ao Oriente Médio para estudar artes ocultas com mestres muçulmanos.

1484
O fundador da Rosacruz morre na Alemanha (segundo a lenda, aos 106 anos de idade).

1604
A tumba de Rosenkreuz é encontrada, levando ao ressurgimento da ordem.

1614-1616
Johann Andrae publica manifestos rosacrucianos, os primeiros documentos a citar a ordem.

Séc. 18
Maçons e rosacrucianos se aproximam enquanto a ordem se espalha por toda a Europa.

Séc. 20
Grupos como a Amorc declaram-se herdeiros dos segredos acumulados pela Rosacruz original.

Orçamento da NASA para 2015 contempla missão à lua Europa de Júpiter

Cortes orçamentários voltam a ocorrer no dinheiro destinado à agência e críticas contra a Casa Branca vêm do Congresso e comunidade científica norte-americanos.

No último 04 de março foi anunciada a proposta de orçamento para a Agência Espacial Norte-Americana (NASA) para 2015. Sem surpresas, como é infelizmente comum em quase todos os governos daquele país, novamente o documento apresenta cortes no dinheiro destinado às atividades da agência, que passou de 17,646 para 17,460 bilhões de dólares. Um dos cortes mais criticados se deu na divisão de educação da NASA, caindo de 116 para 89 milhões de dólares.

O setor de ciências receberá 180 milhões a menos que em 2014 e o de ciência planetária, de onde sai o financiamento das missões de exploração do Sistema Solar, perdeu 65 milhões em relação ao que o Congresso aprovou ano passado. O documento do orçamento garante a verba para a continuidade de operações da nave Cassini em órbita de Júpiter, o rover Curiosity em Marte, e algumas outras missões em andamento. Contudo, não são mencionados a sonda Lunar Recconaissance Orbiter (LRO), nem o rover Opportunity, o qual acaba de completar dez anos em Marte. Especialistas torcem para que os congressistas corrijam alguns desses problemas.

A polêmica proposta de capturar um pequeno asteroide para colocá-lo em órbita da Lua, onde seria finalmente visitado por astronautas, terá uma verba de 133 milhões de dólares no próximo ano. Entretanto, muitos criticam o fato de tal missão ainda não estar detalhada e sequer quanto irá custar no total. Mais críticas vieram do cancelamento do financiamento para o telescópio Observatório Estratosférico para Astronomia em Infravermelho (SOFIA), a menos que o Centro Aeroespacial Alemão aumente sua contribuição. Por sua vez, o rover Mars 2020, baseado no Curiosity e que pode ser o início de uma missão para trazer amostas de Marte à Terra, continua com suporte orçamentário.

MISSÃO A EUROPA, LUA DE JÚPITER ONDE PODE EXISTIR VIDA

Agências de notícias em todo o mundo e também no Brasil repercutiram com destaque o fato de a proposta orçamentária do governo norte-americano para a NASA prever 15 milhões de dólares para o início dos trabalhos em uma missão à Europa. Esse satélite de Júpiter foi pela primeira vez fotografado pelas naves Voyager 1 e 2 em 1979, e explorado mais a fundo pela Galileo entre 1995 e 2003. As informações obtidas por essas missões comprovaram não somente a existência de uma cobertura de gelo, com muitos quilômetros de espessura, sobre a superfície da lua, como também descobriram indícios de que, sob essa capa, pode existir um colossal oceano de água líquida. Europa, ao longo de sua órbita elíptica, que o aproxima e afasta de Júpiter, sofre os efeitos da gravidade do gigantesco planeta e também dos satélites vizinhos, Io, Ganimedes e Calisto. Como resultado, o calor é produzido em seu interior, o que pode explicar como esse oceano se mantém líquido.

CRÉDITO: NASA

Europa, lua de Júpiter candidata a abrigar vida extraterrestre


 Atualmente os astrônomos consideram essa lua o melhor lugar nas proximidades de nosso planeta para procurar por vida extraterrestre e muitas propostas já foram consideradas por algumas agências espaciais. Pela primeira vez a NASA terá verba para realmente começar os trabalhos na complexa missão. Um dos nomes propostos para a nave é Europa Clipper e um dos projetos descreve uma sonda capaz de entrar em órbita de Europa e investigar detalhadamente sua superfície e possivelmente a região abaixo desta. Contudo, entre as grandes dificuldades técnicas estão os poderosos cinturões de radiação de Júpiter, que banham o satélite com níveis milhares de vezes maiores que aqueles letais para um ser humano.

O objetivo apresentado na proposta de orçamento envolve o lançamento por volta da metade da próxima década e muitos críticos afirmam que somente 15 milhões é muito pouco, especialmente diante de tantas indefinições. Por comparação, o Rover Curiosity custou 2,5 bilhões e a nave New Horizons, a caminho de seu encontro com Plutão em 2015, 700 milhões de dólares até o momento. O fato é que, apesar dos constantes cortes orçamentários, a NASA tem realizado impressionantes façanhas ao longo dos anos, tal como a saída da nave Voyager 1 do Sistema Solar, a comprovação da habitabilidade de Marte pelo Rover Curiosity e várias outras. O orçamento nacional proposto pela Casa Branca é de 3,9 trilhões de dólares, dos quais a agência terá 0,45% do total. A maioria das vozes tem protestado furiosamente, pois sem dúvida o desenvolvimento tecnológico e o conhecimento advindos da exploração espacial são fundamentais para a espécie humana.

Faleceu Roger Leir

Hoje o Dossiê está meio fúnebre Ivan kkk

Médico cirurgião e ufólogo foi pioneiro na remoção de implantes de abduzidos, e esteve várias vezes no Brasil



A Ufologia Mundial está novamente enlutada pela partida de um notável pesquisador. Roger Leir faleceu em 14 de março último, enquanto aguardava por uma cirurgia no pé a fim de tratar as consequências de um grade acidente automobilístico ocorrido em 2010.

Leir era podólogo e cirurgião, e seu trabalho mais conhecido na Ufologia era a remoção de implantes de abduzidos. Ele e sua equipe realizaram várias cirurgias nas quais foram removidos diversos objetos estranhos, dos quais vários foram analisados em instituições de renome. Entre estas se contam os Laboratórios Los Alamos, a Universidade de Toronto, a York University e a Universidade da Califórnia em San Diego.

Os resultados foram controversos mas espantosos. Em algumas dessas amostras características inusitadas surgiram, como ferro altamente magnético sem forma cristalina, materiais cristalinos combinados a metais comuns, crescimento de tecido biológico no interior ou na superfície desses objetos, e graus de isótopos não existentes na Terra.

PESQUISA DO CASO VARGINHA

Entre os vários livros que escreveu estão Aliens and the Scalpel, publicado no Brasil pela Biblioteca UFO com o título Implantes Alienígenas, e o ainda inédito em português UFO Crash in Brazil, relatando sua ampla pesquisa sobre o Caso Varginha. Leir visitou nosso país fazendo conferências em eventos da Revista UFO e realizando suas pesquisas, impressionado por nossa rica casuística.

Ao saber do falecimento, o editor da Revista UFO, A. J. Gevaerd, disse: "Roger fez um trabalho excepcional de pesquisa. Foi o primeiro pesquisador a se interessar seriamente pelos implantes alienígenas. Recebeu e atendeu a inúmeras pessoas que haviam sido sequestradas por ETs e alegavam ter implantes em seus corpos, ou os descobria quando as pessoas não sabiam da possibilidade. Ele então extraía e analisava os artefatos, sendo a única pessoa da Ufologia Mundial a fazer este trabalho. De suas pesquisas nasceu o livro Aliens and the Scalpel (Aliens e o Bisturi), que publicamos no Brasil com o título Implantes Alienígenas. O Roger era respeitadíssimo em todo o planeta como um ufólogo sério e diligente, nunca deixava um caso de lado. Tenho imenso orgulho de ter sido um de seus melhores amigos".

Roger Leir também foi ativo participante da campanha mundial pelo fim do sigilo aos UFOs, tendo participado da conferência de 2007 no National Press Club em 2007, bem como das Audiências Públicas sobre Abertura em 2013. Era consultor médico da International Mutual UFO Network, e participou do filme Race to Witch Mountain (A Montanha Enfeitiçada, 2009), além de ter se envolvido no filme Earths Original Sin, que pretendia explicar as motivações dos alienígenas em suas visitas. Para tanto chegou a entrevistar outra importante figura, o Monsenhor Corrado Balducci. A Ufologia Mundial sentirá sua falta, mas indiscutivelmente seguirá inspirada por Roger Leir.


A Ufologia Brasileira perde Flávio Pereira

Com a colaboração do meu amigo ufólogo Ivan Ancker (Desculpe a demora na postagem rsrsrs)

Pioneiro ufólogo, cientista que escreveu vários livros sobre o tema, frequentou a academia e o meio militar divulgando e estudando a Ufologia



A Ufologia Brasileira está novamente de luto. No domingo, 09 de março de 2014, chegou a triste notícia do falecimento do professor Flávio Augusto Pereira, pioneiro pesquisador que influenciou gerações de ufólogos. Nascido em Batatais (SP), em 19 de fevereiro de 1926, graduou-se na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, em 1951. Foi colunista do jornal O Estado de São Paulo na seção Filosofia da Astronáutica.

Flávio atuou em inúmeras instituições ao longo dos anos. Foi presidente do Instituto Brasileiro de Astronáutica e Ciências Espaciais (IBACE), diretor da Escola Superior de Ciência de São Paulo, fundou e presidiu a Comissão Brasileira de Pesquisas Confidenciais de Objetos Não Identificados (CBPCOANI), e muitas outras. Sua obra mais conhecida é O Livro Vermelho dos Discos Voadores, cuja primeira edição é de 1966. A qualidade e seriedade do trabalho de Pereira pode ser constatada, entre outros, pelo fato de em 1971 o brigadeiro José Vaz da Silva, então ministro da Aeronáutica, tê-lo convidado para tomar parte de uma comissão militar de pesquisa ufológica.

A metodologia utilizada em tais reuniões era a que fora publicada anteriormente em O Livro Vermelho dos Discos Voadores. Em uma ocasião o professor viu seu livro sobre uma mesa e nele haviam sido feitas anotações à mão sobre casos brasileiros não mencionados na obra. Vaz da Silva é o mesmo oficial que orientara a criação do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados (SIOANI), que funcionou entre 1969 e 1972. Flávio defendia o sigilo nessas reuniões mensais com os militares, afirmando que estes preocupavam-se com a reação do público, além de considerarem muitos casos como importantes para a segurança nacional.




INSPIRAÇÃO PARA GERAÇÕES DE PESQUISADORES

Flávio Pereira organizou, ainda em maio de 1958, o 1º Colóquio Brasileiro sobre OVNIs em São Paulo, reunindo 15 estudiosos. Com maior número de participantes, o 2º Colóquio aconteceu também em São Paulo em novembro de 1967, e essa série de eventos durou até a sexta edição, realizada em 1975. Pereira comenta, a respeito do primeiro desses congressos: "As conclusões foram que: 1) os discos existem; 2) não têm procedência terrestre e 3) fosse feita uma recomendação aos cientistas brasileiros para que tomassem conhecimento do assunto. Por essa razão a questão da existência ou não dos discos voadores, para os estudiosos, já está ultrapassada".

O professor Flávio Pereira ajudou a popularizar a Ufologia com participações em vários programas e entrevistas na TV nos anos 90, quando já ressaltava a urgente necessidade de uma abertura para acabar com o sigilo ufológico. Também defendia firmemente o estudo científico dos casos de discos voadores como forma de evolução da sociedade como um todo. Costumava dizer: "O pasmo de que se tomou o mundo quando teve conhecimento da bomba atômica vai repetir-se quando estiverem devidamente esclarecidos os rumos e as possibilidades da Astronáutica, possivelmente através do contato com outros mundos". A Ufologia Brasileira infelizmente não contará mais com sua marcante presença e entusiasmadas apresentações, mas sempre terá seu brilhante exemplo para seguir.


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